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Trairi é Assim



Entre o mar e o rio, depositamos nossas esperanças e fincamos as raízes da nossa fé: na bondade de Deus, na dignidade dos homens e das mulheres.

Do piscoso rio, outrora povoado de traíras, extraímos a inspiração do nome Trairi e, nesta terra bendita, assistimos ao milagre que salvou os d`além mar, os quais, agradecidos, nos favoreceram com a imagem de Nossa Senhora do Livramento que, ainda hoje, nos abençoa e protege.

Somos mais de cinqüenta mil almas, espalhadas por mais de novecentos quilômetros quadrados de solo bonançoso. Nem todos nós somos ricos de bens, mas, seguramente, somos todos abastados do bem: ordeiros, hospitaleiros, solidários e bem humorados: amigos, sem dúvida!

Vocacionados para o turismo, para a pesca e para a agricultura, muito ainda temos por fazer. Mas os lá de fora já bebem a nossa água de coco engarrafada, comem a nossa farinha de mandioca, apreciam as delícias das broas e “bulins” crocantes, que fazemos com goma branquinha, torrada em forno de fogo brando, e enfeitam suas mulheres com nossas rendas, tecidas ao som ritmado do entrechoque dos bilros. As nossas praias, de incomparável encanto nativo, asseguram-nos o retorno daqueles que nos visitam, porque provaram dos nossos mariscos, beberam o caldo revigorante das nossas peixadas e se renderam ao aconchego da terrinha, onde os visitantes bem queridos se misturam aos nativos, nas retiradas das redes de arrasto, nas manobras do kite surf, nos passeios de catamarã, no Festival das Algas, no Festival do Camurupim, no réveillon, numa convivência naturalmente alegre e feliz. Mantemos sempre nossos braços e mãos solidariamente estendidos, na busca de outros braços e mãos, para um mútuo e carinhoso afago, na afirmação da amizade.

O nosso cotidiano tem enxadas e foices, que capinam e roçam manejadas pelas mãos calosas dos nossos trabalhadores, numa agricultura ainda do ”tempo de ontem”, labuta diária que principia com o cantar do galo e encerra com o zurrar do jumento, que saúda o final da tarde que se instala na despedida de mais um dia que se finda.
Rezamos sempre, amamos sempre, trabalhamos... quase sempre. E ainda nos sobra tempo para jogar o futebol brasileiro, de cada dia. Sem muita técnica, mas com muitos técnicos, caneladas e chutões.

Nas caldeiras dos nossos engenhos, aquecidas pelo fogo ardente da queima do bagaço da cana e da bucha do coco, ferve o caldo da cana de açúcar, cujo plantio, em balcões e leiras, tinge de verde os nossos baixios e vazantes. Em tachos rústicos, feitos de barro cozido, o mel grosso é revirado em frenéticos movimentos circulares e, em seguida, derramado nas formas, onde adormece e se transforma na mais saborosa rapadura, loura ou morena, conforme a perícia do ponteiro e o gosto do freguês.       

De nossas olarias artesanais, tijolos brancos e porosos ganham as estradas e as cidades, onde freqüentam construções de ricos e de pobres.

Nossas escolas estão aí! Do maternal à universidade, graduamos a nossa gente. Somos professores de nós mesmos!

Na literatura, alçamos voos largos escarranchados nos sonhos dos nossos poetas e prosadores. Se nos encanta a beleza plástica dos nossos bailarinos, em ousadas incursões pela dança clássica, mais nos identificamos com os folguedos juninos, celebrados em volta das fogueiras que clareiam terreirosde areiasalvas. Alimentamos o nosso censo crítico e afirmamos as nossas próprias concepções pela força interpretativa dos nossos atores, nos teatros e palcos da vida. Somos uma gente que sabe de si, porque constrói e reconhece a sua própria história.

Em Trairi, as noites se vestem de prata, quando a magia da lua cheia aponta no nascente e o seu clarão recorta a silhueta do coqueiral, que baila no vazio da imensidão, tangido pelo açoite do Vento-Norte. Embriagada pela pujança da natureza, nossa imaginação mergulha no mundo dos devaneios, cria imagens e ouve o silêncio, na vivência de uma felicidade que somente os melhores sonhos podem conceber.

Venham viver conosco estes sonhos! Façam da nossa terra a sua terra! Da nossa casa a sua casa! Da nossa gente a sua família!

Trairi é um bem da natureza, e a natureza é obra de Deus, patrimônio da humanidade.
( Cláudio Antero Rôla - escritor trairiense)



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