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Notícias

Revista de bordo da companhia aérea GOL destaca os encantos de Mundaú e Flecheiras em sua edição de fevereiro 

REVISTA GOL

A região preserva a atmosfera

de vilarejo de pescadores e praias quase intocadas


O texto assim descreve a região: Às margens do rio Mundaú, crianças se enfileiram sobre um trapiche. Enquanto aguardam sua vez de pular na água, quase não contêm a

ansiedade. O medo de uma delas, o de a maré estar baixa demais para um salto seguro, é motivo da alegria de outras: nesta parte do dia, pela manhã,

o intervalo entre o pulo e a queda na água é maior e mais emocionante. Em poucas horas, o rio, que desemboca na Praia de Mundaú, é invadido pela água

do mar, elevando seu volume. “O ideal é vir três dias antes da lua cheia ou da nova e garantir seis dias com a melhor maré”, diz Ivanor

Lencina, 53 anos, proprietário do restaurante do Nonô. No litoral oeste do Ceará, os povoados de Mundaú, Emboaca, Flecheiras e

Guajiru preservam a atmosfera original de vilarejos de pescadores e 20 quilômetros de praias quase

intocadas de água verde-esmeralda.

Considerados distritos da cidade de

Trairi, estão a 140 quilômetros de

Fortaleza com acesso pelas rodovias

CE-085 e CE-163 (transfer a partir

de R$ 350 por veículo). Já a maré a

que seu Nonô se refere varia uma

amplitude de até mil metros, ideal, na

mais seca, para aproveitar a formação

das piscinas naturais.

Para vê-las de perto, a pousada

Cabôco Sonhadô oferece nas semanas

de luas favoráveis uma volta de

catamarã pelos arrecifes da Praia

de Mundaú. Em 1 hora de passeio, é

possível conhecer um pouco da vida

marinha local observando polvos e

peixes cheios de cor e graça, como o

sargento e o palhaço, nos aquários

naturais que surgem ou fazendo

snorkel em ‘‘tanques’’ de até 1 metro

de profundidade.

Outro programa é a volta no

catamarã Bicho Preguiça (R$ 30), que

parte do estuário do rio Mundaú pela

manhã (10h30) e pela tarde (16h).

Navegando 6 quilômetros em direção

à nascente, margeia um criadouro

de camarões, a reserva dos índios

Tremembés e áreas de mangue, com

pausa para caminhar pela lama e

procurar caranguejos. “Não tínhamos

ouvido falar dessas praias, até que um

taxista de Fortaleza nos indicou. São

lindas!”, conta a dentista Érica Bauer,

45, de Santos, no litoral paulista, que

viaja com o marido, George, 49, e a

filha Cristiane, 12. “Prefiro visitar os

lugares antes de ficarem conhecidos,

pois são menos cheios”, diz.

O vento leva

A região ainda não consta no roteiro

dos brasileiros, mas os estrangeiros já

a descobriram. A velejadora argentina

Paula Giraudi, 46, de Ushuaia, seguiu

as coordenadas de uma amiga e chegou

aqui em 2012 para ficar um mês. Voltou

no ano seguinte e em 2014 trocou de vez

as expedições em torno da Antártica

pela costa cearense. “Antes eu tinha que

pesquisar quando os ventos estariam

propícios. Aqui basta sair de casa e

pisar na areia para senti-los”, diz

Vindos do leste, os ventos de até

25 nós (46 km/h) que sopram sem

trégua durante seis meses – de julho

a dezembro – renderam à região a

alcunha de “o Havaí do kitesurf no

Brasil”, ainda que também se pratiquem

windsurf e kitewave, feito com prancha

de surf. “A posição do vento é outro

diferencial. Aqui ele é

side shore

, ou

seja, paralelo à praia e permite que se

veleje perpendicular a ela”, explica

o local Eduardo Costa de Sousa, 31,

referência do esporte no pedaço.

A prática é tão comum que por um

tempo sua mulher, a mineira Fernanda

Belumat, 31, voltava do trabalho pelo

mar, preterindo os buggys e as bikes

– os jegues perderam espaço para as

motos há alguns anos. “Com o kite,

eu trabalhava o corpo e a mente sem

perceber”, diz. Formada em hotelaria,

ela chegou a Flecheiras em 2009 para

trabalhar em um dos únicos hotéis das

redondezas. Hoje com 4 mil habitantes,

o distrito de ruas de paralelepípedo,

que entrou na rota de veranistas

de Fortaleza nos anos 70, divide

com Guajiru as melhores opções de

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hospedagem. Há até hotéis de luxo pé

na areia, como o Zorah Beach, com

mobília vinda de países como Turquia,

Índia e Bali e cozinha asiática.

Para experimentar a gastronomia

local, vale ir à Barraca das Algas provar

o saboroso pargo assado (até R$ 100).

Para quem está na praia, a dica é mirar

um dos restaurantes à beira-mar, como

a Barraca Maré Alta, e dar uma chance à

moqueca de arraia (R$ 55,50) que serve

duas pessoas. Com música ao vivo, o

Lá na Chris Bistrô é a opção para quem

busca algum agito noturno.

Rema, remador

Antes de anoitecer, porém, aventure-se

em um passeio de quadriciclo guiado

de pouco mais de 1 hora. Subindo e

descendo por imensas dunas, topando

com motoqueiros que desafiam a

gravidade, em uma cena digna de

Mad Max

, chega-se ao topo da mais

disputada delas, a do Pôr do Sol. A

vista alcança a baía de Mundaú, os

coqueirais que rodeiam Flecheiras e o

sol que se esconde no horizonte atrás

de enormes turbinas eólicas fixadas no

cenário na última década.

 








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